Meio louco
Meio antiquado
Meio bobo
Meio triste
Meio moderno
Meio alegre
Meio otimista
Meio apaixonado
Meio angustiado
Meio encantado
Meio perdido
Sou assim
Feito em partes
Feito em metades,
Nunca inteiro
Nunca pleno
Sempre faltando
Sempre buscando
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Máscara
Eu queria não ter que fingir
E sair rodopiando pelas ruas
Abraçando a todos que eu vejo
Sorrindo a vontade e a toa
Eu queria poder debochar de mim mesmo
Sem aqueles preconceitos tolos que nos estacionam
Destruindo o medo de ser ridiculamente feliz
Não ligando para nada e amando tudo
Mas todos os meu sonhos vendi
Entregando-os a qualquer preço
Por sobrevivência, necessidade efêmera
Para manter essa triste altivez
Troquei tudo por muito pouco
Limitando minha fantasia
Acabando com minha infância
Com aquela legitima alegria de gostar sem querer
Infantil e genial eu era
Mas a lassidão invadiu meu ser
A lassidão dos sérios e responsáveis
De quem se esqueceu que a vida é brincadeira
Pois a seriedade da vida
Nada mais é que uma máscara
E sair rodopiando pelas ruas
Abraçando a todos que eu vejo
Sorrindo a vontade e a toa
Eu queria poder debochar de mim mesmo
Sem aqueles preconceitos tolos que nos estacionam
Destruindo o medo de ser ridiculamente feliz
Não ligando para nada e amando tudo
Mas todos os meu sonhos vendi
Entregando-os a qualquer preço
Por sobrevivência, necessidade efêmera
Para manter essa triste altivez
Troquei tudo por muito pouco
Limitando minha fantasia
Acabando com minha infância
Com aquela legitima alegria de gostar sem querer
Infantil e genial eu era
Mas a lassidão invadiu meu ser
A lassidão dos sérios e responsáveis
De quem se esqueceu que a vida é brincadeira
Pois a seriedade da vida
Nada mais é que uma máscara
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Fuga
Às vezes é preciso fugir
Desesperadamente fugir
Fugir de si mesmo
Fugir dos lugares
Fugir de tudo
Fugir de todos
Mesmo sem conseguir
Mesmo sem ter pra onde ir
Mesmo que essa fuga não leve para outro lugar
Que não seja nós mesmos
Desesperadamente fugir
Fugir de si mesmo
Fugir dos lugares
Fugir de tudo
Fugir de todos
Mesmo sem conseguir
Mesmo sem ter pra onde ir
Mesmo que essa fuga não leve para outro lugar
Que não seja nós mesmos
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Visão
Deus salve os visionários!
Os visionários que não fazem nada
Só vislumbram!
Vislumbram, imaginam, criam
Inundam...
Sonhando o tudo sem fazer nada
E fazendo nada
Constroem o mundo!
Os visionários que não fazem nada
Só vislumbram!
Vislumbram, imaginam, criam
Inundam...
Sonhando o tudo sem fazer nada
E fazendo nada
Constroem o mundo!
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Fragor
Esse barulho todo
Que me silencia a alma
Fazendo não me entender
Acabando com minha calma
Fragor absoluto e constante
De tantas vozes, de tantas vidas
Dor, orgasmo ou socorro?
Mistura exacerbada de tudo
Não há paz
Não há sossego
Só uma súplica em voz alta (um grito)
Do âmago coletivo
Bilhões de decibéis ao léu
Numa Babel de clamores
Cada vez mais alto, cada vez mais forte
Mas ninguém escuta nada...
Pois o mundo, o mundo é surdo
Que me silencia a alma
Fazendo não me entender
Acabando com minha calma
Fragor absoluto e constante
De tantas vozes, de tantas vidas
Dor, orgasmo ou socorro?
Mistura exacerbada de tudo
Não há paz
Não há sossego
Só uma súplica em voz alta (um grito)
Do âmago coletivo
Bilhões de decibéis ao léu
Numa Babel de clamores
Cada vez mais alto, cada vez mais forte
Mas ninguém escuta nada...
Pois o mundo, o mundo é surdo
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
A Outra
Ele não amava ela
Amava outra
Mas a outra estava com outro
Às vezes ele a desejava
Outras a odiava
Mas ela tinha o que ele sempre quis
Ou achava que queria
Mas ele queria a outra
A outra que não tinha nada
De tudo que ele queria
A outra que não cabia
Na sua ideologia
A outra que realizava
Todas as fantasias
A outra que o deixava
Em eterna melancolia
Por isso ele ficou com ela
E a outra ficou com outro
E pra você ver como a vida é
Pro outro a outra é ela
Amava outra
Mas a outra estava com outro
Às vezes ele a desejava
Outras a odiava
Mas ela tinha o que ele sempre quis
Ou achava que queria
Mas ele queria a outra
A outra que não tinha nada
De tudo que ele queria
A outra que não cabia
Na sua ideologia
A outra que realizava
Todas as fantasias
A outra que o deixava
Em eterna melancolia
Por isso ele ficou com ela
E a outra ficou com outro
E pra você ver como a vida é
Pro outro a outra é ela
Vagabundos
Poeta é um vagabundo
Que tem preguiça de escrever
Então vomita palavras
Para um preguiçoso depois ler
Que tem preguiça de escrever
Então vomita palavras
Para um preguiçoso depois ler
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